Gastroenterologia

Clínica de Gastroenterologia em SP


É a especialidade médica responsável por diagnosticar, prevenir e tratar problemas no aparelho digestivo. Como por exemplo:

  • Gastrite e úlcera gástrica
  • Doença do refluxo gastroesofágico
  • Intolerância à lactose
  • Pancreatite, etc.


Sua área de atuação compreende a cavidade oral (boca), esôfago, estômago, intestinos delgado e grosso, pâncreas, fígado e vias biliares, dentre outras.

Gastrite e úlcera gástrica 


A gastrite é a doença mais comum do aparelho digestivo seguida da úlcera péptica. A diferença entre as duas, está na intensidade dos sintomas como dor e azia, já que a úlcera é uma patologia de maior gravidade por danificar em maior grau a mucosa gástrica. Isso quer dizer que a úlcera apresenta sintomas mais profundos que a gastrite, causando dores e desconfortos muito mais intensos e se não for tratada, pode levar o paciente à morte.


Estresse, consumo abusivo de álcool, cigarro, automedicação e má alimentação, são apenas alguns dos fatores que ajudam no desenvolvimento da gastrite e posteriormente da úlcera. Apresentar sintomas como azia e má digestão, fortes dores na região epigástrica, vômitos e até mesmo episódios de sangramento, pode ser um alerta para procurar um médico e iniciar o tratamento. 



O tratamento da gastrite e úlcera leva em consideração um conjunto de fatores que beneficiam o dia a dia do paciente, isso envolve uma melhora na dieta, fazendo com que o paciente passe a adotar uma alimentação balanceada, sem longos períodos de jejum, descartando alimentos irritativos como pimentas, gorduras em excesso e massas.


Os medicamentos altamente comprovados na eficácia contra gastrite e úlcera, também são levados em consideração no tratamento, já o procedimento cirúrgico quase não é mais utilizado, a menos que seja para conter as úlceras sangrentas, onde não é possível uma reversão do quadro com métodos endoscópicos. Melhorar os hábitos alimentares, não se automedicar, manter uma rotina saudável sem estresse, evitar o consumo excessivo de álcool e cigarros são medidas essenciais para o combate contra as doenças do sistema digestório.


É muito importante adotar uma alimentação saudável e estabelecer limites nas atividades do dia a dia, evitando sempre que possível uma vida agitável e só tomar medicamentos sobre prescrição médica. Tudo isso reduz as chances de desenvolvimento da gastrite que mais tarde pode ocasionar as úlceras. 


Refluxo gastroesofágico


Refluxo gastroesofágico é o retorno involuntário e repetitivo do conteúdo do estômago para o esôfago.


Os alimentos mastigados na boca passam pela faringe, pelo esôfago (um tubo que desce pelo tórax na frente da coluna vertebral) e caem no estômago, situado no abdômen. Entre o esôfago e o estômago, existe uma válvula que se abre para dar passagem aos alimentos e se fecha imediatamente para impedir que o suco gástrico penetre no esôfago, pois a mucosa que o reveste não está preparada para receber uma substância tão irritante. 

Dentre os sintomas estão: 

  •  Azia ou queimação que se origina na boca do estômago, mas pode atingir a garganta; 
  • Dor torácica intensa, que pode ser confundida com a dor da angina e do infarto do miocárdio; 
  • Tosse seca; 
  • Doenças pulmonares de repetição, como pneumonias, bronquites e asma. 



Causas:

  • Alterações no esfíncter que separa o esôfago do estômago e que deveria funcionar como uma válvula para impedir o retorno dos alimentos; 
  • Hérnia de hiato provocada pelo deslocamento da transição entre o esôfago e o estômago, que se projeta para dentro da cavidade torácica; 
  • Fragilidade das estruturas musculares existentes na região. 


Fatores de risco: 

  • Obesidade: os episódios de refluxo tendem a diminuir quando a pessoa emagrece; 
  • Refeições volumosas antes de deitar;
  • Aumento da pressão intra-abdominal;
  •  Ingestão de alimentos como café, chá preto, chá mate, chocolate, molho de tomate, comidas ácidas, bebidas alcoólicas e gasosas. 

Diagnóstico: 



O diagnóstico leva em conta os sintomas clínicos. A endoscopia digestiva alta e a pHmetria são exames importantes para estabelecer o diagnóstico definitivo

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Intolerância a Lactose


Intolerância a lactose é um distúrbio digestivo associado à baixa ou nenhuma produção de lactase pelo intestino delgado. É o nome que se dá à incapacidade parcial ou completa de digerir o açúcar existente no leite e seus derivados. Ela ocorre quando o organismo não produz, ou produz em quantidade insuficiente, uma enzima digestiva chamada lactase, que quebra e decompõe a lactose, ou seja, o açúcar do leite.


Como consequência, essa substância chega ao intestino grosso inalterada. Ali, ela se acumula e é fermentada por bactérias que fabricam ácido lático e gases, promovem maior retenção de água e o aparecimento de diarreias e cólicas.


É importante estabelecer a diferença entre alergia ao leite e intolerância à lactose. A alergia é uma reação imunológica adversa às proteínas do leite, que se manifesta após a ingestão de uma porção, por menor que seja, de leite ou derivados. A mais comum é a alergia ao leite de vaca, que pode provocar alterações no intestino, na pele e no sistema respiratório (tosse e bronquite, por exemplo).


A intolerância à lactose é um distúrbio digestivo associado à baixa ou nenhuma produção de lactase pelo intestino delgado. Os sintomas variam de acordo com a maior ou menor quantidade de leite e derivados ingeridos.



Sintomas:


Os sintomas da intolerância à lactose se concentram no sistema digestório e melhoram com a interrupção do consumo de produtos lácteos. Eles costumam surgir minutos ou horas depois da ingestão de leite in natura, de seus derivados (queijos, manteiga, creme de leite, leite condensado, requeijão etc.) ou de alimentos que contêm leite em sua composição (sorvetes, cremes, mingaus, pudins, bolos etc.). Os mais característicos são distensão abdominal, cólicas, diarreia, excesso de gases, náuseas, ardor anal e assaduras, estes dois últimos provocados pela presença de fezes mais ácidas. 


Diagnóstico:

Além da avaliação clínica, o diagnóstico da intolerância à lactose pode contar com três exames específicos: teste de intolerância à lactose, teste de hidrogênio na respiração e teste de acidez nas fezes.

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Pancreatite


Pancreatite é uma inflamação do pâncreas, que pode ser aguda ou crônica. O consumo de álcool está diretamente associado à maioria dos casos da doença.



Sintomas de pancreatite:

Pancreatite aguda   

  • Dor abdominal intensa, quase sempre de início abrupto, na região superior do abdômen, que se irradia em faixa para as costas;
  • Náuseas; 
  • Vômitos; 
  • Icterícia (amarelamento dos olhos e da pele). 


Pancreatite crônica 

  • Dor que aparece nas fases de agudização da doença e tem as mesmas características da pancreatite aguda;
  • Diarreia;
  • Diabetes, porque o pâncreas vai perdendo suas funções exócrinas e endócrinas.


Causas de pancreatite:


Pancreatite aguda   

Pode ser causada pela formação de pequenos cálculos biliares que obstruem a porção terminal do colédoco, duto que transporta a bile, interrompendo o fluxo das secreções pancreáticas. Essa obstrução provoca um processo inflamatório intenso e o aumento da glândula por causa do edema, ou seja, do acúmulo de líquido em seu interior. O álcool é causa frequente de pancreatite aguda. 


Pancreatite crônica 

O álcool ingerido em grandes quantidades e por tempo prolongado determina alterações no parênquima pancreático, caracterizadas por fibrose e endurecimento, com consequente atrofia do pâncreas. Além disso, o principal duto pancreático, que mede menos de meio centímetro de diâmetro, fica muito dilatado por causa do depósito de cálculos formados principalmente por cálcio. Pessoas com pancreatite crônica podem ter surtos de pancreatite aguda. 



Diagnóstico de pancreatite:

Exame clínico e levantamento do histórico do paciente, principalmente no que se refere ao uso de álcool, são dados importantes para o diagnóstico das pancreatites. Sua confirmação, porém, depende dos resultados dos exames de sangue, de raios X e de ultrassom abdominal.

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